A decisão estratégica
Quero compartilhar a trajetória de uma pessoa-chave na nossa área: Natasha Durrazo, Diretora de GRC da Cosan. Sua vinda não foi um movimento casual, mas sim uma decisão estratégica da companhia, desenhada para fortalecer os pilares de Controles Internos, Riscos e Auditoria Interna.
O início da transformação
Quando Natasha chegou, GRC ainda não tinha o formato atual. Controles Internos, Riscos e Auditoria existiam, mas funcionavam de forma isolada. Sua missão, então, foi transformar esse cenário: construir uma visão unificada de governança corporativa, promovendo a integração dessas frentes em uma diretoria estratégica, com atuação consultiva e foco em gerar valor para todo o Grupo Cosan.
O primeiro grande desafio foi cultural. Em uma empresa do tamanho da Cosan, mudanças profundas pedem tempo e engajamento. Era necessário avançar “em forma de formiguinha”, mostrando resultados práticos desde cedo, mas sem perder o olhar de longo prazo.
Os desafios iniciais
Entre os pontos mais críticos identificados, estavam a comunicação e o alinhamento com stakeholders. Com um portfólio de negócios tão diverso, ficou claro que cada área e negócio precisava ser tratado de forma individual, considerando suas particularidades, sua percepção de valor e seu estágio de maturidade em governança.
Nesse contexto, a solução foi a escuta ativa: entender cada negócio e oferecer respostas sob medida, unindo técnica e sensibilidade.
A mudança de visão
Outro momento decisivo: perceber que a área estava focada demais em obrigações regulatórias e SOX. Natasha ampliou o olhar, reposicionando GRC como área consultiva e estratégica, capaz de gerar valor ao integrar riscos e Auditoria Interna e apoiar decisões.
A força dos stakeholders
Esse reposicionamento não aconteceu de forma isolada. Ele foi impulsionado pela contribuição de stakeholders internos e externos — administração, auditores independentes, consultorias especializadas e o COAUD. Cada interação trouxe insights valiosos sobre práticas de mercado e ajudou a adaptar soluções à realidade do grupo. Esse diálogo constante fortaleceu a independência da área e está consolidando sua credibilidade.
Aprendizados em construção
O processo não está concluído — pelo contrário, segue em evolução. A cada dia, aprendemos lições valiosas sobre a importância da comunicação clara, da escuta das necessidades individuais e da aplicação equilibrada entre técnica e consultoria. Esse movimento contínuo reforça a ideia de que governança é uma jornada, não um destino.
Meu olhar sobre essa história
Estar acompanhando de perto essa transformação organizacional é inspirador. O que mais me marcou foi a capacidade de Natasha em equilibrar técnica e relacionamento: enquanto estrutura processos robustos, mantém próxima das pessoas, com diálogo aberto e genuíno.
Foi essa combinação — método, visão estratégica e sensibilidade humana — que está dando vida à evolução da governança na Cosan e me fez enxergar, na prática, o impacto de uma liderança que transforma.