Descobri que o contrário também faz sentido

Na rotina, costumamos nos apegar às nossas tarefas e à forma como estamos habituados a fazer as coisas. Para algumas pessoas, sair da rotina pode ser algo positivo. Para outras, é o suficiente para desorganizar tudo.

Lembro de um projeto muito interessante do qual participei na Cosan: o controle dos ativos judiciais que a empresa tinha a receber para divulgação para as demais áreas. Até então, estávamos acostumados a mapear apenas os passivos — aquilo que representava um desembolso ou precisava ficar no radar. Recebíveis judiciais, quase nunca. Quando surgiu a proposta de mapear o que tínhamos para receber, lembro que comentei com um colega: “Faz sentido, precisamos saber o que é bom também.” E, a partir daí, começamos a estruturar o projeto.

Organizamos diversos encontros com os times de Controles, Jurídico e Financeiro para entender como isso poderia ser mapeado e qual seria a forma mais eficiente de implementar. Sempre gostei de interagir com pessoas e ouvir diferentes perspectivas, e foi justamente essa troca que fez o projeto funcionar. O que, muitas vezes, não fazia tanto sentido para o Jurídico, fazia total sentido para o Financeiro — e vice-versa. Uma área complementou a outra.

Foram cerca de três meses de muito desafio, alinhamentos e trabalho conjunto. No fim, conseguimos tirar o projeto do papel. Hoje, esses controles funcionam normalmente, mostrando que, muitas vezes, vale a pena sair do automático e enxergar as situações por outro ângulo. Fazer o caminho inverso também pode ser o que faz tudo fluir melhor —na carreira e nas escolhas pessoais, que tal começar pelo “por quê” antes do “como”?